Na educação hoje é preciso
não perder a missão: educar não é só uma aitividade profissional e nem implica
só no compromisso com o saber, com a construção do conhecimento, o que está em
jogo é a construção do ser humano e da sociedade.
No semestre passado tivemos
a oprotunidade de construir um Projeto de Aprendizagem na disciplina de
Seminário Integrador IV, não vou dizer aqui que foi uma tarefa fácil. Um
trabalho em grupo nunca é fácil, principalmente porque eu estava grávida e com
uma gestção que precisava de cuidados médicos e infelizmente não pudia ajudar
tanto ao grupo como gostaria de ter feito. Mas ao poder refletir agora sobre a
construção do trabalho me dou conta de como é dificil se solocar no lugar de
aluno na construção de um trabalho coletivo.
Um PA exige de nós como
professores um olhar diferenciado sobre nossos alunos, ou seja, que tipo de
sujeito eu quero preparar para sociedade? Fazer uma atividade coletiva é mexer
com emocional, físico e intelectual e como professora devo estar atenta a essas
questões.
Afinal, um projeto de aprendizagem é uma pedagogia construtivista que tem
como propósito promover aprendizado profundo
através de um enfoque baseado em indagações para engajar os alunos com questões
e conflitos que sejam ricos, reais e relevantes a suas vidas.
Acredito no resultado positivo que um PA pode trazer na aprendizagem do
aluno e o grau de conhecimento que ele levará para toda vida, mas também sei o
quanto exige de nós em termos de atitudes e
comportamentos docentes diferenciados, pois precisamos rever velhos conceitos e
práticas que podem atrapalhar o desenrolar da aplicabilidade de um projeto.
Organização de um Projeto de Aprendizagem
Na escola em que trabalho
utilzamos sempre os projetos de ensino, pois são os modelos que atendem a
metodologia da escola. Com os conhecimentos adquiridos no PEAD sobre os
projetos de aprendizagem, vi o quanto poderá ser desafiador quebrar as
barreiras que impendem o desenvolvimento da autonomia em nossos alunos.
Mas antes de fazer a
aplicabilidade de um PA é preciso entender o que diferencia os diferentes tipos
de projetos e principalmente quem é o principal ator deste processo.
O que eu pude aprender
sobretipos projetos:
1.
Aprendizagem: Uso das
tecnologias e da informação, compreensão da realidade para compreensão da
realidade e do aluno, estabelecimento de metas e etapas, aprendizagem de forma
artesanal e autonôma, currículo aberto e flexível e o aluno é o centro.
2.
Ensino: Objetivos definidos e pré-
estabelecidos, apresentação para toda comunidade escolar e o professor é o
centro.
3.
Ação: Objetivos em curto prazo, é
dinâmico, resultados rápidos, e o professor é o centro.
Como professora
de escola pública sabemos os desáfios que temos pela frente, principalmente em
relação às questões tecnologicas e falta de recursos para que um projeto tenha
cem por cento de êxito. Mas vou tentar fazer o melhor e buscar soluções para
desenvolver um trabalho de qualidade, pois como professora não posso renunciar
as minhas convicções de desenvolver no meu aluno o conhecimento.
REFERÊNCIA
HERNÁNDEZ, Fernando - Transgressão
e Mudança na Educação os projetos de trabalho. trad. Jussara Haubert
Rodrigues - Porto Alegre: ArtMed, 1998.
Olá, Josi, parabéns estas começando muito bem. Com certeza , trabalhar com projetos demanda trabalho e dedicação, no caminho enfrentamos vários desafios, como você muito bem colocou, mas que com certeza você os irá transpor e dar continuidade ao que se propus.
ResponderExcluirAbraços
Josi, é uma lástima que você não esteja desenvolvendo seu trabalho em grupo, numa comunidade de práticas em que o grupo pudesse trocar e se contagiar com essas aprendizagens. No texto você apresenta bons elementos de análise sobre o PA, relacionando com a experiência vivida no eixo IV.
ResponderExcluirA diferenciação entre os tipos de projetos é bastante sintética e poderia ser melhor aprofundada a partir da proposta de Zabala (2008), onde o autor propõe os métodos globalizados: projetos em rede que possibilitam o aprofundamento de temas mediante análises contextuais e pesquisas, com o objetivo subjacente de promover mudanças no currículo e nas práticas escolares. A sala de aula se torna um ambiente dinâmico e interativo, sendo que os próprios docentes (re)pensam suas práticas e suas relações com o conhecimento e tomam decisões coletivas sobre o que é relevante de ser aprofundado e divulgado no projeto. Abraços.